sexta-feira, 21 de outubro de 2016

teu clarão desliza por entre a verde mata, reluz
os pingos d’água deste caudaloso rio

teu sopro por entre as folhas
mistura-se cabelo e vento e rama e porra

com suas intimidades abertas
parindo a fúria
que brota de tuas pernas e
germina o ventre da terra

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